Comecei a entender o que faço quando percebi que escutar e escrever são, no fundo, o mesmo gesto. Há anos me dedico à tarefa mais exigente que conheço: sustentar com alguém o encontro com o que ele ainda não sabe de si mesmo.

Minha clínica é construída palavra por palavra, sessão por sessão. Não ofereço respostas prontas nem protocolos de bem-estar. Ofereço presença, escuta e a disposição de atravessar junto o que for necessário atravessar.
Escrevo porque preciso — e porque acredito que alguns textos chegam onde a fala ainda não alcançou.